sábado, 6 de fevereiro de 2010

Incidentes antissemitas em 2009 - em imagens

O crescimento do antissemitismo

Mais Incidentes Anti-Semitas Relatados em 2009 que em qualquer Ano Desde a II Guerra Mundial
Por Ha Aretz News, 24 de Janeiro de 2010.

O relatório anual da Agência Judia citou pesquisa que informou que 42% dos europeus ocidentais acreditam que os judeus exploraram no passado para conseguir dinheiro. Quase metade dos europeus ocidentais acreditam que os judeus exploram a perseguição que sofreram em seu passado como um método de extorquir dinheiro, de acordo com o relatório anual da Agência Judia lançado no domingo. Um relatório conjunto sobre anti-semitismo conduzido pela Agência e o Ministério dos Assuntos da Diáspora descobriram que 42% daqueles entrevistados pela Universidade de Bielefeld na Alemanha concordam que “os judeus exploram o passado para extorquir dinheiro”. Os países nos quais a maior porcentagem da população concorda com essa declaração foram Polônia e Espanha.

De acordo com a Agência Judia, houve mais incidentes anti-semita em 2009 que em qualquer ano desde a Segunda Guerra Mundial. Nos primeiros três meses de 2009 imediatamente após a ofensiva de três semanas de Israel na Faixa de Gaza houve tantos incidentes anti-semitas quanto os que ocorreram em todo o ano de 2008. Na França, por exemplo, houve 631 incidentes anti-semitas na primeira metade de 2009, comparados aos 474 em todo ano de 2008. Em todo o mundo, oito pessoas mortas em ataques ano passado. O relatório indica que houve duas mortes ligadas ao anti-semitismo em 2009 nos Estados Unidos um de uma estudante universitária em Connecticut e outro de um guarda não judeu no museu do Holocausto em Washington, D.C. Este aumento do anti-semitismo está vindo de ambos os lados políticos, Direita e Esquerda, de acordo com a Agência Judia. Na coletiva de imprensa na qual o relatório foi lançado, oficiais se referiram a um filme que tem sido rodado recentemente que culpa Israel de roubar órgãos no hospital das FDI no Haiti.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Não ousaria

"Eu não ousaria usar uma coroa de ouro na terra onde o meu Senhor usou uma coroa de espinhos." - C.H. Spurgeon.
dica de citação enviada por minha amiga Mayara G.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ciúme e traição - Dostoiévski

Ciúme! "Otelo não é ciumento, é crédulo" - observou Púchkin, e só essa observação já é uma prova da profundidade incomum do nosso grande poeta. Otelo estava simplesmente com a alma em frangalhos e com toda sua visão de mundo turvada porque morrera o seu ideal. Mas Otelo não ficaria se escondendo, espionando, com olhares furtivos, ele é crédulo. Ao contrário, precisava ser açulado, incitado, atiçado com esforços extraordinários para que só assim se apercebesse da traição. Não é assim o verdadeiro ciumento. É até impossível imaginar toda a desonra e decadência moral a que um ciumento é capaz de acomodar-se sem quaisquer remorsos. E note-se que nem todos são propriamente almas torpes e sórdidas. Ao contrário, de coração elevado, de amor puro, cheios de abnegação, podem ao mesmo tempo esconder-se debaixo de mesas, subornar diaristas torpes e acomodar-se à mais indecente sordidez da espionagem e da escu atrás das portas.

Otelo não poderia se conformar com a traição por nada neste mundo - deixar de perdoar não deixaria, mas se conformar, não - embora fosse de alma pacata e pura como a alma de uma criança. Não é o mesmo que acontece com o verdadeiro ciumento: é difícil imaginar a que esse ou aquele ciumento pode acomodar-se e conformar-se e o que pode perdoar! Os ciumentos são os primeiros a perdoar, e isso todas as mulheres sabem. O ciumento pode e é capaz de perdoar depressa demais (claro, após uma terrível cena inicial), por exemplo, uma traição já quase provada, os abraços e beijos já presenciados por ele mesmo, se, por exemplo, puder ao mesmo tempo asseverar-se, de alguma maneira, de que isso aconteceu "pela última vez" e que a partir desse momento seu rival desaparecerá, irá para o fim do mundo, ou ele mesmo a levará para algum lugar em que esse terrível rival não voltará a aparecer. É claro que a conciliação acontecerá apenas por uma hora, porque, mesmo que o rival tenha realmente desaparecido, amanhã mesmo ele inventará outro, um novo, e voltará a ter ciúme.


Poder-se-ia pensar: que amor é esse que precisa ser tão vigiado, e de que vale um amor que precisa ser tão intensamente vigiado? Pois é isso que nunca irá compreender o verdadeiro ciumento; não obstante, palavra, entre eles aparecem pessoas até de coração elevado. Também é digno de nota que, estando essas mesmas pessoas de corações elevados em algum cubículo, escutando atrás da porta e espionando, ainda que, com "seus corações elevados", compreendam claramente toda a desonra em que caíram voluntariamente, mesmo assim nunca sentem remorso, ao menos enquanto se encontram nesse cubículo. Quando Mítia via Grúchenka, desaparecia-lhe o ciúme e num instate ele se torna crédulo e nobre, chegava até a se desprezar por nutrir maus sentimentos. Isto, porém significava apenas que em seu amor por essa mulher havia algo bem mais elevados do que ele mesmo sopunha e não só paixão, não só as "curvas do corpo" de que ele falara a Aliócha. Não obstante, mal Grúchenka desparecia Mítia voltava a suspeitar que ela estivesse praticando todas as baixezas e artimanhas da traição. E aí não sentina nenhum remorso.



Fiódor Dostoiévski, em 'Os Irmãos Karamázov', pp. 508, 509, Editora 34.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Are You Listening: A Love Song For Haiti

A questão dos médicos israelenses no Haiti

por Gustavo Chacra, 27.01.10

Neste dias em que estive no Haiti e, depois, ao continuar escrevendo sobre o assunto, notei uma necessidade de muitos leitores de discutir a questão da ajuda israelense aos haitianos. Não consegui entender e sequer ver relação disso com o conflito no Oriente Médio. Muitos países do mundo ajudaram. Com Israel, não foi diferente. Apesar de o país ter uma imagem ligada ao militarismo, os israelenses são uma das nacionalidades mais avançadas em medicina, resgate, tecnologia. Graças ao desenvolvimento militar, conseguiram enviar um hospital de campanha espetacular para ajudar os haitianos. A Espanha e o Brasil também enviaram. O nosso foi barrado no aeroporto de Porto Príncipe pelas tropas americanas e demorou 24 horas para conseguir pousar. O argumento americano foi de elevado tráfego aéreo, mas aeronaves carregando jornalistas conseguiram pousar, e a brasileira não.

Ao mesmo tempo, alguns criticaram a falta de apoio dos árabes, como se o episódio fosse uma competição, e não uma tragédia que matou em 30 segundos mais pessoas do que todas as guerras somadas até hoje envolvendo Israel e seus vizinhos árabes – na região, só os dez anos de combates entre iranianos e iraquianos mataram mais.
Honestamente, no Haiti, das últimas coisas que eu pensava era nesta competição. Como afirmei aqui, não pesquisei sobre a ajuda dos árabes. Vi dois cargueiros do Qatar pousando no aeroporto e sei que o contingente da Jordânia na MINUSTAH é um dos maiores. Oficialmente, soube que a Arábia Saudita doou US$ 50 milhões em ajuda humanitária por meio de um fundo da ONU. Obviamente, libaneses, palestinos e iraquianos, dependentes de ajuda externa, não possuem a menor condição de contribuir com ajuda ao Haiti.

Independentemente de qualquer coisa, a ajuda israelense é positiva porque mostra um lado de Israel muitas vezes fora da mídia. Mas que, no fundo, tem admiração até mesmo dos árabes. Ao contrário do que imaginam ou dizem muitas pessoas, palestinos, sírios e libaneses não acham que Israel seja apenas uma máquina de guerra. Os palestinos admiram o sistema jurídico israelense, suas universidades, seus hospitais. Os libaneses também acham marcante o nacionalismo israelense e sempre se sentiram à vontade com a comunidade judaica na diáspora.

O mesmo vale inversamente. Os israelenses não acham que os palestinos sejam apenas sinônimo de terrorismo. Outro dia, li que parte da identidade nacional israelense está no hommus. Mas que qualquer cidadão de Israel sabe que os melhores hommus são feitos pelos palestinos – isso, claro, porque a fronteira com o Líbano ainda está fechada.


Fonte: http://blog.estadao.com.br/blog/chacra/


Esta e + fotos da missão Israelense de ajuda no Haiti você encontra no Facebook: Haiti Earthquake 2010 - Israel Humanitarian Aid

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Leituras de 2009

1 Orgulho e Preconceito - Jane Austen....303pgs
2 A oração que prevalece para a paz - Kenneth E. Hagin....140pgs
3 Perder para ganhar - Ana Maria de Brito....99pgs
4 O poder sobrenatural de uma mente transformada - Bill Johnson....184pgs
5 A Bíblia Sagrada - Versão Almeida Fiel ao texto original....1373pgs
6 Honrando ao Senhor com Nossos Bens - Luciano Subirá....215pgs
7 Cristianismo Criativo? - Steve Turner....176pgs
8 Superdicas para escrever bem diferentes tipos de textos - Edna Perrotti....136pgs
9 Em Defesa de Israel - Alan Dershowitz....320pgs
10 Fé Inabalável - Smith Wigglesworth....208pgs
11 O Grande Abismo - C.S. Lewis....152pgs
12 A Benção de Ser Solteiro - Gary Haynes....62pgs
13 Quando o Céu invade a Terra - Bill Johnson....207pgs
14 O Complô: A História Secreta dos Protocolos dos Sábios de Sião - Will Eisner....160pgs
15 Bíblia Sagrada - Versão Almeida Século 21....1328pgs
16 O ódio entre os homens: Anti-Semitismo - Raquel Stivelman....464pgs
17 O nome de Jesus - Kenneth E. Hagin....160pgs
18 O homem que foi quinta-feira - G.K. Chesterton.... 172pgs
19 Cartas para Hoje - J.B. Phillips....240pgs
20 A Abolição do Homem - C.S. Lewis....96pgs
21 Mais que um Carpinteiro - Josh McDowell....120pgs
22 Força da Luz: A única Esperança para o Oriente Médio - Irmão André e Al Janssen.... 344pgs
23 Um Coração Ardente - John Bevere.... 175pgs
24 O Príncipe - Maquiavel [com comentários de Napoleão].... 216pgs
25 Marxismo e Judaísmo - Arlene Chemesha.... 224pgs
26 Os irmãos Karamazov vol.1 - Fiodor Dostoievski.... 439pgs
27 O diário de Anne Frank (edição definitiva).... 349pgs
28 De todo o Coração - Luciano Subirá.... 192pgs
29 The New Testament NIV/NVI.... 672pgs
30 O Fato Melquisedeque - Don Richardson.... 171pgs
31 Bíblia de Jerusalém (não li os livros deuterocanônicos).... 2208pgs
32 A Questão Judaica - Jean-Paul Sartre.... 96pgs
33 Uma Jornada de 50 anos - Ary e Helena Scates.... 243pgs
34 Why Israel can't wait - Jerome R. Corsi, PH.D. .... 128 pgs



Total 11772pgs lidas

Coisa pequena, apenas um Reggae

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Humildade é a luxuosa arte de...

“Humility is the luxurious art of reducing ourselves to a point, not to a small thing or a large one, but to a thing with no size at all, so that to it all the cosmic things are what they really are — of immeasurable stature.” - G.K. Chesterton (in English)


“Humildade é a luxuosa arte de reduzirmos nós mesmos a um ponto, não para uma coisa pequena ou grande, mas para uma coisa sem tamanho algum, então assim todas as coisas cósmicas serão o que elas realmente são — de estatura imensurável.” - G.K. Chesterton (tradução pro português)


The Defendant (1901), "A Defence of Humilities"

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Opinião de uma atéia sobre os cristãos

“Uma mulher de 23 anos, fazendo um trabalho acadêmico na Universidade de Paris, escreveu o seguinte: Para mim, um cristão é ou um homem que vive em Cristo ou um impostor. Vocês, cristãos, não percebem que é com relação a isto - ao testemunho quase superficial que vocês dão de Deus - que nós os julgamos. Vocês deveriam irradiar Cristo. Sua fé deveria fluir para nós como um rio de vida. Deveriam nos contaminar com seu amor por ele. É assim, então, que Deus, que era impossível, se tornaria possível para o ateu e para aqueles de nós cuja fé oscila. Não podemos evitar o choque, o transtorno e a confusão que sentimos ao ver um cristão que seja, de fato, como Cristo. E não o perdoamos quando ele não o é.” – Brennan Manning, em ‘Convite à loucura’.